Sunday, February 22, 2009

A forma correta de viver


Depois de um intervalo, volto a escrever textos reflexivos, ao menos para mim.

E este texto será um romântico, bem romântico.
Não, não estou exatamente apaixonado, nem estou envolvido com ninguém, e não estou, principalmente, alegre ou feliz. Comigo mesmo ou com a vida. Estou numa fase de descrença total numa suposta felicidade futura ou nas minhas capacidades como ser-humano. Mas, mesmo assim, esta será uma ode ao romantismo.

Porque... se eu pudesse dar um conselho para alguém, diante da pouca vida que vivi, mas que bastante observei, este seria: "Tenha muitas paixões. Se apaixone hoje, e se ficar desapontado, apaixone-se de novo amanhã."
Tenha a capacidade de ignorar toda o sofrimento e a angústia que é inerente ao homem e viva da única forma correta, amando. Apegue-se à coisas mundanas... bens materiais, seu cobertor dos tempos de infância, uma mulher, tanto faz... Simplesmente esqueça que em nossa existência temos direitos e deveres, e volte sua vida apenas aquilo que te deixa mais feliz; e, se surpreenda com os fatos rotineiros da vida, as coisas pequenas, porque são delas que a vida é feita. Não há nada mais feliz que isso. E nada melhor que eu possa te desejar.

Amar alguém, ou algo, te faz gostar de acordar, e te dá forças para levantar da cama, e te dá a ansiedade em sair do trabalho para encontrar aquilo que mais ama. Tudo isso, deixa a vida mais colorida.

Toda essa apologia ao amor e ao romantismo só existe, no meu caso, porque é tudo o que não tenho. Eu, hoje, não amo. Gosto das coisas por tabela, e dificilmente me perco numa paixão. E, realmente, por nada mais me agradar ou me fazer sorrir de alegria, os dias passam dolorosamente à minha frente. Eu acordo e fico deprimido, não tenho ânimo qualquer para levantar. As poucas coisas que me prendem aqui, nesta vida, são atividades extremamente intimistas, como ouvir música num headphone, ler deitado na cama, ver filmes sozinho ou escrever num blog que ninguém lê. E, acredite, já tentei mudar isto.

Não é só essa paixão rotineira que você está acostumado a ver em novelas e filmes hollywoodianos, pode ser o fato de acordar e sentir o cheiro do mato molhado na sua pequena propriedade rural, ou estar feliz com o fato de ter completado sua coleção de miniaturas de Star Wars limitada. O quero dizer é: o simples fato de você fugir da racionalidade, de você se perder na idiotice do amor, de se esquecer das coisas tão cheias de exatidão, certidão, razão, burocracia, para se dedicar a algo que te dá um abrigo e te deixa contente, pronto para viver outro dia... Isto sim é o que o homem precisa, ou ao menos, é o que eu preciso.

Cheguei ao ponto que o excesso de "porquês" e a análise demasiada e desnecessária, e até o fato de sempre estar julgando os outros e a mim mesmo, não me deixa mais gostar de nada. Absolutamente nada. Tenho a sensibilidade de escrever um texto ainda pelo simples fato de conseguir, ainda, desempenhar as atividades que são intimistas. Gostaria de me preocupar menos, de pensar menos em coisas tão abstratas e densas e estar mais ligado ao mundo prático, das pessoas comuns, me apaixonando por algo realmente bobo, que me faria gostar um pouco mais de viver.

Por isso, se eu pudesse te dar algum conselho... Se perca numa paixão realmente idiota, e irracional, que te deixe mais burro e, consequentemente, mais feliz.

"... But I want something good to die for
To make it beautiful to live.
I want a new mistake, lose is more than hesitate.
Do you believe it in your head?"

(Queens of The Stone Age - Go With The Flow)


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Texto dedicado à Victor Norén.

Friday, February 06, 2009

O vazio que dilacerou

Uma maneira nova de pensar,
Pois necessito, quase em fim,
De perceber o mundo com outro olhar,
Uma forma mais clara, menos dor,
Um sofrimento suportável, quase normal.

Afasta de mim a maldita necessidade,
de extrair sentido do que não necessita,
de sentido para existir ou estar lá.

Afasta esse maldito e vão pensar,
Esta carga desumana a me pesar,
Esta infelicidade inerte a mim,
Esta solidão tão fiel e esse desprazer a incorporar-me.

Não culpo ninguém, é apenas exagerado demais,
O saldo do sofrimento acima dos raros prazeres de viver,
Sempre prevalecendo o horrível,
dentro de mim ou a qualquer,
seja o pessimismo ou o simples fracassar.

O Cálice sempre esteve próximo a mim,
não deixando chances para qualquer forma alternativa,
de menos dor, um sofrimento suportável, quase normal.
Despeço-me e digo, sem duvidar,
nada há de errado em acabar
com o suplício injustificado e não-justo,
a falta de razões para continuar,
e o horror só de pensar em estar a viver.

Tuesday, January 13, 2009

Selvagem, livre.



Recentemente tive a oportunidade de ver um dos melhores filmes que já vi serem feitos, "Na Natureza Selvagem"(Into The Wild), dirigido por Sean Penn.
Trata-se de uma longa viagem de um jovem americano recém-formado numa boa universidade, de classe média alta e futuro "brilhante", Christopher McCandless. Ele pretende viajar pelos Estados Unidos selvagem e distante dos grandes centros urbanos, tendo como objetivo final uma longa estadia no Alasca selvagem. Tal viagem seria em busca de uma evolução espiritual, e de concretizar um desejo de se afastar da sociedade que tanto o incomodava. Um afastamento voluntário do convívio social, que beleza! Além da maravilha de filme, acompanhamos tudo ao som da excelente trilha sonora feita por Eddie Vedder, líder do Pearl Jam

A viagem em busca de uma auto-descoberta se dá, de início, de um desprezo total de McCandless pela sociedade e seus vícios maldosos de sempre padronizar tudo e rejeitar o que é diferente ou novo.

"Você pensa que você tem que querer mais do que precisa. E até você ter tudo, não será livre. Sociedade, sua raça louca; espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, tenha piedade de mim; espero que não fique brava se eu discordar de você.
Sociedade, realmente louca; espero que não esteja solitária sem mim."
(Eddie Vedder - Society)

Christopher McCandless é um jovem inteligentíssimo, com notas suficientes para graduar-se na Harvard Law School, e tudo implica que ele possuiria um futuro invejável, construindo uma carreira impecável, com uma bela esposa e filhos, dotado de riqueza intelectual e material; no topo da sociedade competitiva norte-americana.
Porém, nós sabemos que o homem é muito mais do que aquele que busca construir uma "vida invejável", McCandless busca preencher, durante a viagem, o vazio existencial que possui como resultado de sua complicada relação com os pais e a grande dificuldade de se enquadras nos padrões estabelecidos pela sociedade, o que sempre o fez desprezá-la. Tudo isso fez dele uma pessoa extremista e intolerante, que levava tudo à ferro e fogo. Rejeitando todas as pessoas e buscando abrigo na natureza selvagem, isolado de todos, aonde se sentia seguro, mesmo com todas as suas dificuldades.

O que mais me interessou no filme foi o questionamento de tudo aquilo que consideramos valores fortes e firmes, não-contestados, mas que são apenas impostos à você pelo coletivo. Mesmo tendo capacidade para fazer e construir tudo de forma impecável, Christopher questiona qual realmente a necessidade de se construir uma carreira firme, uma vida cheia de bens materiais, colocar filhos num mundo cada vez mais perverso. Isso tudo são valores que não o fazem feliz, e que, com certeza, se forem analisados calmamente por todos, não devem trazer a felicidade à muitos.

Temos "vontade" de ter uma carreira para simplesmente suprirmos as necessidades da sociedade, em que o homem tem seu trabalho dividido. Aprendemos nas faculdades e nas escolas como fazer a justiça ou construir prédios ou salvar vidas simplesmes para contribuirmos com nossa parte para o "belo quadro social" continuar em andamento. Ou seja, pelo bom andamento da sociedade. E isso vale algo?
Antes do mundo regido pelo capitalismo financeiro, havia, tanto em continentes como Europa ou Ásia, homens formados para o conhecimento para as coisas consideradas belas e positivas, visando a verdadeira evolução humana, não um enquadramento ao que o coletivo precisa.
O que quero dizer com isso? O que o ensino e a educação, na antiguidade, mas prezavam eram: a música, realmente levada a sério, a ponto do maior status social conseguido na Europa(fora a Família Real) fosse a dos grandes maestros; Filosofia, bastante desvalorizada no mundo prático e racional demais de hoje; e a Literatura, igualmente desclassificada. Hoje, no mundo em que o patrão é os Estados Unidos e os valores são regidos pela ideologia do continente americano, esqueceu-se tudo isso.

O homem que saiu da Europa e foi tentar a vida na América era um pobre camponês de sangue marrom(não-nobre), e veio ao continente simplesmente para conseguir vencer na vida através do acúmulo do dinheiro. É aquela história, "Quem tem dinheiro pensa em outras coisas, mas quem não tem, passa o tempo todo pensando em como conseguí-lo". Daí, a sociedade americana cresceu sobre a forte ideologia de que o homem deve ser educado para ter uma profissão prática para ajudar no crescimento econômico e no acúmulo de dinheiro. E o homem padrão passou a ser aquele em que ajudasse a construir pilares para o desenvolvimento econômico, e assim esqueceu-se do homem que buscava sua evolução mental e intelectual por meio do verdadeiro conhecimento.

É aí que me pergunto: Eu realmente quero ter uma carreira? E "contribuir com a minha parte para o nosso belo quadro social"? Muitas vezes eu, como o Christopher McCandless, penso que não. Gostaria de uma vida simples, aonde eu pudesse admirar as coisas que considero válidas e belas, mas fui colocado num mundo de competição selvagem e desleal. Se não sigo este rio de desespero em busca do dinheiro e do status social(ocasionado também pelo dinheiro), sou considerado inadequado ou até ridículo.

E pensando nisso tudo, dá realmente vontade de se isolar de todos, e me adentrar ao mundo real, na natureza selvagem.

"Se admitirmos que a vida humana pode ser regida pela razão, a verdadeira possibilidade de vida está destruída".

Monday, January 05, 2009

A lógica de Israel


Desde 1948, quando as potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial delinearam como o mundo ficaria a partir do momento, a humanidade não é mais a mesma, obviamente. Na época, se via o início da Guerra Fria, e o mundo, geopoliticamente, dividia-se em um bloco ocidental-capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e um outro lado, correspondente à Europa Oriental, liderado pela União Soviética, seguindo a doutrina do marxismo-leninismo; o resto dessa história vocês conhecem.

Dentre outras, outro fato importantíssimo de 1948 foi a criação do Estado de Israel. Do demoníaco Estado de Israel. Se tinhamos o perigoso Estados Unidos com seu capitalismo, e a anti-humanista e mais perigosa ainda União Soviética com seu comunismo, vimos o nascer da diabólica Israel, com a doutrina mais maléfica ao ser-humano, da história: O Sionismo.

Antes de começar propriamente o texto, gostaria de explicar algo em poucas linhas: Esse texto não é anti-semita ou anti-judaísmo, e sim ANTI-SIONISMO.

O que é Sionismo? Em poucas palavras, Sionismo é uma doutrina seguida por certos Judeus, que acreditam ser o "povo eleito" por Javé(Deus), para governar todos os outros povos. Os Sionistas buscaram durante muito tempo a "Terra Sagrada", para a criação do Estado de Israel, que iria assim, impôr sua vontade sobre o resto do mundo.
Em 1948 isto aconteceu. Israel nasceu sobre um sentimento de culpa da humanidade, especialmente da Europa, após a descoberta dos horrores do Holocausto - Perseguição aos Judeus que os nazistas promoveram durante o período do III Reich.

Basicamente, o sentimento de culpa existiu por causa das condições em que o holocausto aconteceu. O povo judeu foi brutamente perseguido pelos nazistas, e reduziu-se bastante o número destes na Europa(não falarei em números pois discordo plenamente dos dados oficiais). Não apenas isso, os judeus também foram torturados e escravizados. Mas, para entender o holocausto, precisamos entender primeiro a doutrina nazista. O anti-semitismo nazista era proveniente do ufanismo em que se encontrava a Alemanha, que necessitava de pôr a culpa em alguém. Bem... Nos anos 30 e 40, todos os problemas da Alemanha eram culpa dos Judeus, de acordo com Hitler e seus seguidores. A derrota na Primeira Guerra Mundial, a fome, a crise econômica, e etc. Tudo isso somando-se a um ódio pessoal de Adolf Hitler aos Judeus e que estes sempre foram indesejados e expulsos em qualquer país que pisassem.

Os Nazistas tinham uma idéia de Eugenia - purificação e melhoramento da raça, o que contribuiu para tamanha proporção do holocausto, porém, pôr em prática a Eugenia afetou qualquer povo "indesejado" na Europa(eslavos, ciganos, imigrantes; além dos judeus).

Deixando a aulinha de Segunda Guerra Mundial de lado, vamos ao que interessa: Israel nasceu sobre o sentimento de culpa do mundo em relação aos Judeus, massacarados durante os anos 30 e 40 do século XX. Os líderes mundiais tomaram medidas buscando se redimir de todas as "desgraças" da primeira metade do século XX, e evitar repetições do que se ocorreu na guerra. Medidas estas: Declaração universal de Direitos Humanos, Criação da ONU, e até a Alemanha foi dividida e controlada; e por último, visando redimir-se com o povo judeu: criação do Estado de Israel.

Última questão: Por quê o Estado de Israel seria então... demoníaco?
Bem, ele foi criado numa onda de remediação das mazelas anti-humanistas dos anos 30 e 40, em que o mundo unia-se visando a Paz. Mas o que Israel veio realizar e trazer á humanidade foi o contrário. O Sionismo, usando como pretexto os horrores do holocausto(que foi amplamente divulgado pelo cinema, para que o mundo esteja sempre comovido com o sofrimento judeu), dá condições exatas para Israel realizar um segundo holocausto. O país foi criado sobre um território que estava dominado há séculos por muçulmanos - os palestinos, e ao impôr o povoamento deste território por judeus, deu-se início ao massacre que dura décadas. Milhares de muçulmanos, nativos do território que hoje se encontra Israel, foram mortos pelo exército israelense, com total apoio da população. E os judeus ao redor do mundo, que controlam os meios de comunicação(cinema e tv) fazem questão de sempre justificar estes ataques. Seja promovendo a satanização do povo palestino ou se apoiando no sofrimento dos judeus no holocausto. Até quando eles usarão como pretexto o que os nazistas fizeram para dizimar o povo que bem entender?

Desde criança que eu vejo filmes. E sempre o judeu é o coitadinho, sofrido, e vítima de preconceito. A história que acontece não é bem assim. Eles controlam boa parte das grandes empresas financeiras, incluindo os grandes meios de comunicação(que promovem o sionismo). Você já reparou quantos filmes existem que contam os horrores do holocausto? E reparou que sempre possuem grande publicidade? E sempre ganham o Oscar?

Agora... Quantos filmes você já viu sobre o massacre no Japão, dos milhares e milhares de mortos sobre as bombas radioativas, em 1945? E quantos filmes sobre o holocausto que dura 50 anos dos milhões de mortos árabes por causa da expansão do Estado de Israel? Quantos filmes sobre os milhões de alemães civis mortos quando a guerra já havia acabado?

Não será porque isso seria promover o sofrimento do inimigo? A ideologia do "coitadismo" funciona muito bem para os judeus. E eles usarão dela para sempre, e para sempre promoverão massacres, genocídios e holocaustos, sob o pensamento de que são o povo eleito por Javé, que devem dominar o resto do mundo.

Dados: Mais de 400 palestinos morreram nos últimos 8 dias, vítimas de ataques do exército israelense. Um ataque de "prevenção" a futuros atentados terroristas do Hamas. Israel mata centenas e ataca na hora em que quiser, por simples prevenção.

Não sei você, mas eu já cansei de sentir peninha dos judeus ao ver os filmes do Spielberg ou Polanski sobre o holocausto. Pois se não percebem... Sionismo e Nazismo são exatamente a mesma coisa.

Friday, November 21, 2008

Ensaio sobre o Isolamento


“Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo, tantas vezes — aquele animal extraviado que não encontra abrigo, nem alegria, nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível.”

Resolvi começar este texto com a citação de um de meus livros favoritos, do escritor alemão Hermann Hesse, "O Lobo da Estepe". Não só por admiração ao livro, mas sim por uma identificação grande que sinto com a citação. No decorrer do texto, o leitor entenderá o porquê. O livro narra a história de um outsider, que se isola e é isolado da sociedade, por ter ideais e princípios totalmente diferentes da maioria; dos denominados "comuns".

Este não é um texto que escrevo só para somar à coleção que tenho. Não é só mais um desabafo. Faz parte da terapia que me impus. Faz parte da intenção de elevar meu ser interior, e, tudo isso com a finalidade simples só de me entender. Entender meu comportamento, que muitas vezes não é saudável, tanto aos meus próximos quanto a mim mesmo, chegando muitas vezes a ser auto-destrutivo.

Nessas últimas semanas tenho percebido que minha mentalidade está diretamente relacionada à atmosfera externa. Sou muito sensível ao ponto de tomar as dores do ambiente que me cerca. Qualquer defeito, ao meu redor, incomoda-me dolorosamente. Eu não deveria me incomodar com fatores tão externos à mim, que nada me somam; e buscar a felicidade apenas dentro de mim mesmo.

Como se não bastasse a efervescência de minhas emoções, que estão sempre em estado de ebulição, se assim podemos comparar; possuo uma intensa tendência a transformar o mundo(o meu mundo) em um Caos. Não que o mundo seja um Caos. O mundo é aquilo em que eu o transformo, através do que enxergo, dependendo da visão que tenho. E, inexplicavelmente, eu apenas enxergo o mundo como uma ópera do horrível, ou um filme cult de drama sobre a natureza cruel humana. Parece que me acostumei a apenas olhar o lado selvagem, cruel, sangüinário, doentio, da humanidade, deve ser reflexo de minha obsessão por estudar o século XX, me fez olhar o homem como se este fosse um animal doentio e sedento por poder, por dominação desenfreada, por imposições totalitárias, e selvagerismo e violência como principal método para se atingir os objetivos estabelecidos. E isso me dá medo, por isso eu sempre tenha me isolado de todos, como sou mimado e medroso, prefiro me esconder. Me esconder desses vampiros.

Geralmente eu me sinto triste pela pessoa que estou me tornando, ou até pela pessoa que me tornei. Sinto vergonha quando as pessoas que têm/tinham expectativas de um possível sucesso meu me olham. Pois sei que estou milhas distante do padrão ideal de homem, filho, amigo, irmão, namorado e aluno. E o pior de tudo é que eu não me considero um fracassado, simplesmente porque o conceito da mídia e da sociedade de "homem ideal, bem sucedido e invejável"está muito, mas muito mesmo, distante do que eu estabeleci como um homem bem sucedido na vida.

Mas por quê? Às vezes eu gostaria de ser só mais um. Só mais uma ovelha branca em meio ao rebanho. Gostaria de estar feliz com o fato de estar me tornando um homem que tem condições de entrar na corrida desumana que é o "mercado de trabalho"; mas para mim, isto é tão vazio, você existir com ideais e metas tão fabricadas, e tão frouxas, de apenas enriquecimento material, sem nenhuma perspectiva de evolução espiritual e intelectual(o que tanto prezo).

Realmente, é muito difícil acordar para mais um dia em que construirei um futuro que não tenho certeza se o quero para mim.

Não que os outros homens, a maioria deles, estejam errados. Longe de mim apontar quem está certo e/ou quem está errado. Mas me tornar "mais um", igual à maioria, é e sempre foi tudo aquilo que sempre fugi de. Foi sempre tudo aquilo que rejeitei. E muitas vezes penso que é de minha natureza, sinto que é meu instinto me transformar num lobo da estepe, num outsider. Deve ser pré-disposição biológica.

E o que me faz sofrer é estar agindo contra a minha natureza. Cumprir metas e viver sonhos impostos pelo coletivo, pela sociedade, é isto que estou fazendo. Contruindo uma vida segura e ideal, mas que eu considero, no mínimo, incompleta. Parece que isto se tornou uma maldição.

Talvez todo este meu sofrimento seja apenas a falta que eu sinto de ser eu mesmo. Tenho a sensação constante de que não estou sendo aquele que deveria ser para estar feliz comigo mesmo, parece que sou apenas um ator, representando uma transformação. Transformação de um garoto em um homem que querem que eu seja.
Só representando, pois na verdade, eu fui, sou, e SEMPRE vou ser aquele garoto gordinho e descabelado que nunca perdeu a capacidade e o dom de se impressionar com as pequenas coisas. Os movimentos cotidianos de coisas da natureza ainda me emocionam, e ganhar um carro do Jiban-de-aço de presente ainda me faz ficar eufórico da mesma maneira em que fiquei no meu aniversário de 4 anos. Sou só uma criança, infeliz por estar envelhecendo.


"Faz parte desse jogo dizer ao mundo todo que só conhece o seu quinhão ruim.
É simples desse jeito, quando se encolhe o peito, e finge não haver competição.
É a solução de quem não quer perder aquilo que já tem e fecha a mão para o que há de vir"

Los Hermanos - Cara Estranho.

Wednesday, October 29, 2008

O medo de tentar, e de ser feliz


Quando eu era criança, não era quase nada diferente do que sou hoje. Bastante introspectivo, calado, e, apesar de calado, mantia uma cara involuntária de poucos amigos, o que afastava as outras crianças de mim. Também era gordinho e branquelo, parecia aquelas crianças mimadas criadas em restaurantes McDonalds.

Eu não gostava de sair muito de casa. Mas a maior diversão que eu tinha era quando meu pai falava para eu e meus irmãos colocarmos uma boa roupa, porque iríamos jantar fora. Eu ficava alegre a partir daí, pois sabia que era grande a chance de jantarmos numa Pizzaria que costumávamos ir, e, como era tradição, após o jantar, alugaríamos filmes. Era a década de 90, alugávamos filmes em VHS. Eu tinha direito a alugar um filme, meu irmão alugava outro. Geralmente alugávamos os filmes de super-heróis enlatados do Japão(Jiban, Jiraya, Ultraman, Black Kamen Raider) ou mesmo dos Estados Unidos. O que importa é que eu ficava encantado com aqueles filmes, rejeitados por qualquer analista "intelectual" de cinema, eram filmes considerados toscos até para as crianças da época. Eu via todos os filmes que alugávamos durante o fim de semana, repetidindo cada um várias vezes.

Quando eu fiz 10 anos, ganhei um Gameboy e a TV passou a exibir Dragon Ball Z e Pokémon. Minha diversão mudou de foco.

Mas sempre, sempre, sempre. Desde os primeiros momentos da minha vida dos quais eu me recordo, até mesmo quando não sabia ler, ver filmes era a melhor coisa do mundo. Era o céu. O Cinema influenciou minha vida de forma interna. Eu me imaginava num filme, com alguma trilha sonora fantástica, como a do Indiana Jones. Eu brincava no quintal da minha casa, com uma vassoura, que fingia ser uma espada, ou um sabre-de-luz, ou um companheiro; inventando estórias que serviriam de filmes novos, ou sequências para séries já existentes. Criava boas coisas até. Me arrependo de não tê-las escrito.

Em 1999, a televisão foi tomada por propagandas comerciais daquele que se tornaria um dos três filmes de maior bilheteria da história do cinema. A mídia só falava dele, era um filme que retomava um série que tinha dado uma pausa vinte anos antes. O nome do filme era A Ameaça Fantasma, se tratava do início da nova trilogia de Star Wars, que contaria a história do Darth Vader, imortalizado vilão da primeira trilogia. Na época eu tinha 9 anos, e não tinha idade suficiente para entrar no cinema, pois o filme tinha censura 12 anos. Mas me interessei e pedi emprestado a um amigo as fitas dos filmes clássicos de Star Wars. Qualquer filme médio de ação da minha época, como Kazam!, tinham efeitos especiais mais bem feitos. Star Wars era visualmente tosco para o que eu estava acostumado a ver, e eu amei cada minuto dos três filmes. Alguns anos mais tarde pude ver os outros filmes da série no cinema(várias vezes!), e a experiência de ver no cinema o famoso texto de abertura dos filmes, com a trilha sonora de John Williams de fundo, me fazia arrepiar os cabelos, chorar, rir, e ter os momentos de maior felicidade da vida.

Deu para perceber que eu gostava bastante de cinema, certo? Só que minha mente mudou de verdade com a chegada do DVD. Meu pai sempre fora fã da série O Poderoso Chefão, trilogia que conta a história de uma poderosa família de mafiosos italianos dos EUA. Eu vi os três filmes em dvd, mas a diferença é que, além de ficar totalmente encantado com aqueles filmes(que até então eram os melhores que já tinha visto), eu dei uma olhada no Making Of do filme. Fiquei mais encantado. Ao ver como se fazia um filme, como era tudo preparado, eu tinha me decidido. Eu realmente amava aquilo, e meu lugar era atrás das câmeras que produziam tudo aquilo que eu amava. Eu não sei exatamente o porque, mas desde o dia, eu pus na cabeça que só seria feliz quando entrasse na profissão de cineasta, e, claro, venho cada vez mais vendo e revendo filmes com mais entusiasmo.

Era realmente a única coisa que eu amava a ponto de poder dedicar toda minha vida àquilo, e não me arrepender em nada de ter feito isto. Pois no fim, valeria a pena.

Hoje eu tenho 19 anos, não sou mais o garoto de 7 anos que via filmes-B japoneses sobre heróis robóticos que lutavam contra monstros gigantes, não sou mais o garoto de 9 anos que se apaixonou pelas palavas trocadas do Yoda e pela maldade maravilhosa do Darth Vader, e, infelizmente, também não sou mais o adolescente de 14 anos que queria crescer logo e criar outra trilogia de filmes, que fosse tão importante quanto Star Wars ou O Poderoso Chefão.
Moro numa cidade que, além de não ter nenhum resquício de produção cinematográfica, está irritantemente distante de qualquer centro relativo de estudo e produção em Cinema. Até mesmo qualquer curso de Comunicação Social não estava dentro da lista de possibilidades quando fui fazer meu primeiro vestibular. "Não dá dinheiro", foi o que me disseram. Todas as pessoas a quem pedi uma opinião sobre o que fazer.

Entrei no curso de Direito. E vejo meu futuro como um adulto, ainda medroso, que olha para o passado com tristeza, e se arrepende de não ter feito o que queria, o que lhe deixaria feliz. O adulto que tomou a decisão de fazer aquilo que lhe rendia maior aceitação social e que lhe traria maior possibilidade de ter uma renda boa, que dê para comprar carro, casa mediana, comidas com direito à requeijão e batata-frita e sapatos de couro.
Você está lendo o texto e talvez venha me dizer "Ainda há tempo, rapaz, você é jovem!"

Não há tempo, nunca houve. Mesmo que eu ainda fosse aquela criança com sonhos esperançosos, não haveria tempo. O tempo só existe para quem o usa como possibilidade desde o início do jogo. Desde que aprendi a pensar, eu não controlo e cavalgo as dificuldades da vida. As dificuldades da vida cavalgam em mim, me controlam rigidamente, sem chance para o escapamento.

Escrevi esse texto porque gosto de deixar registrado alguns sentimentos meus. Quando eu for velho e infeliz, posso ler isto e pelo menos lembrar de que a vida nunca foi fácil, nem será.
Se eu puder lhe dar um conselho, e se você puder dar algum conselho a alguém, dê este: É muito melhor se arrepender de ter feito algo que não deu certo do que se arrepender eternamente de não ter tido a coragem de fazê-lo.

Eu tenho plena consciência disto, e por quê não sigo?
Eu sou medroso.

"Tentar não irá. Faça ou não faça. Não tente"
Yoda

Saturday, September 06, 2008

Provoquem o Caos, companheiros!


Cada homem, cada ser-vivo, cada componente da natureza, ao decorrer da sua existência, constrói. A construção, a evolução, a flor desabrochando, a formação das nuvens, a água na chaleira esquentando... São todos processos de "rising"(ascenção). Porém, para cada um desses processos construtivos, há uma força destrutiva partida da Natureza, uma força superior que completa o ciclo da vida, ou melhor, o ciclo da existência. Tudo que nasce... morre. Tudo que é construído, é destruído. A flor que desabrocha vai murchar e morrer. As nuvens vão se desfazer... E o café que tá na sua caneca, pode acreditar, ele "faz força" para se manter quente, mas a força destrutiva da natureza faz com que ele esfrie, por isso sua mãe grita para você "Venha antes que a comida esfrie!".

Isso é a Teoria do Caos. "A Teoria do Caos para a física e a matemática é a hipótese que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. (...) Isso significa que certos resultados determinados são causados pela ação e a interação de elementos de forma praticamente aleatória. Para entender o que isso significa, basta pegar um exemplo na natureza, onde esses sistemas são comuns. A formação de uma nuvem no céu, por exemplo, pode ser desencadeada e se desenvolver com base em centenas de fatores que podem ser o calor, o frio, a evaporação da água, os ventos, o clima, condições do Sol, os eventos sobre a superfície e inúmeros outros."

A Teoria do Caos é a matriz de diversas teorias sociológicas, filosóficas, econômicas, físicas e matemáticas. Atendo-me às áreas que sou um pouco mais íntimo(Filosofia e Sociologia); podemos citar como exemplos a tese de Marx da sociedade que está todo o tempo em conflito, em que dois extremos trocam de posição de época em época(o que é a classe oprimida hoje será amanhã a classe opressora, que oprimirá o que antes era a classe opressora), a mudança Classe Oprimida-Classe Opressora só será possível através de uma Revolução, e esta, por sua vez, só seria possível por meio do processo de destruição de diversos pilares da sociedade e até dos próprios componentes da mesma(pode conferir em todos os exemplos de Revolução na História, nenhuma delas deixou de causar destruição - A Russa, a Francesa, a "Gloriosa"; só foram concluídas ao fim de muitas mortes e rompimentos explosivos); ou a teoria da dualidade do homem, de Jung, em que o homem não é um, porém dois seres que conflitam internamente("aquele mesmo homem que salva uma vida, pode ser aquele que tira cruelmente outra) - Princípio este que deu base à obra "O médico e o Monstro"; ainda temos a dialética de Hegel, em que a vida é regida por duas forças opostas, sempre em conflito, e etc.

O Fato é que esta Teoria(que apesar do nome que pode confundir, é algo que trata da manutenção ordem e não do surgimento da desordem) tem sido difundida bastante em obras artísticas nos últimos anos. A destruição, segundo tais obras, seria o que causaria o reinício, de algo que não estava indo pelo seu melhor caminho. É muito comum ler algum livro ou ver algum filme em que após algum evento catastrófico, a humanidade ganha uma "segunda chance" e recomeça a construir aquilo que havia feito indevidamente. Destruir para reconstruir.

"Destruir para reconstruir". É a idéia que há na Graphic Novel "Watchmen", em que o vilão da história arma uma grande catástrofe que acaba com a vida de milhões de pessoas para que assim a humanidade, que na época da obra estava dividida e em plena competição selvagem por causa da Guerra Fria, pudesse se unir em prol da Reconstrução de um mundo digno, saudável e menos odioso(pelo menos até o tempo de uma nova catástrofe destrutiva recolocar a ordem entre os humanos).

Eu me pergunto se não é isso que está faltando! Todas essas respostas da Natureza, essa fúria do meio-ambiente, não seria simplesmente o Caos cumprindo sua função? Após séculos e séculos de uma humanidade construindo, construindo e construindo, pode ter chegado a hora da força superior da Natureza agir e destruir toda a obra do homem, a fim de um recomeço. Você já deve ter lido sobre uma profecia que diz que dois terços da humanidade se extinguirá no ano de 2012, bom... Começo a crer que há chances, e talvez esta seja uma boa notícia.
Deixando o pensamento psicótico e megalomaníaco um pouco de lado, talvez o mundo "dos humanos" não esteja chegando a mais um fim de um ciclo construtivo, talvez o fim deste ciclo esteja bem distante ainda. Mas... bem que um recomeço para este territtório chamado Brasil seria bom, não? Pois as coisas por aqui não andam nada nada em ordem. E aí, o que acha de provocar o caos neste país, pôr em prática um plano de algum evento mega-catastrófico? Grandes civilizações só ganharam status de "Grande" com as suas reconstruções após algum "Apocalipse provinciano". Destruir para reconstruir.

Ao Caos, Brasil!

Tuesday, July 01, 2008

Eu ainda sinto tudo


Dias que você se sente dormente, de tanto que treinou a si mesmo para não sentir mais nada; e certas coisas, certas aventuras... Parece que você adentrou nelas simplesmente para sentir algo, e aí quando você finalmente sente, quando seu corpo, de alguma forma, começa a doer, você percebe que chegou aonde queria.

Estes são os dias em que você se sente triste, por algo que poderia evitar, mas não consegue, e então continua deprimido. Mas disso já existe uma conclusão, que é apenas uma tendência auto-destrutiva, que cada pessoa carrega desde que nasce, porém, tal tendência é maior em alguns, menor em outros.

Depois de alguns anos, eu começo a achar que não há mais sentido, em nada. Eu fico pensando se isso não seria apenas uma crise existencial e se esses meus devaneios não seriam normais e que toda essa baboseira vai passar. Todos dizem; "vai passar, rapaz... com o tempo".

... e eu começo a achar que é verdade.
Só que os métodos de fazer com que essa baboseira toda pare podem ser perigosos demais.

O que é tudo? O que é nada? E se eu tenho tudo porque me sinto nada?
Eu fico tentando impôr à minha cabeça, com força: "Eu não estou aqui, isto não está acontecendo... Tudo isso, vai acabar, num instante, tudo tem fim".
Eu tento, apenas. E por mais que eu esteja convencido mesmo de não estar aqui, e que nada disso está acontecendo, só há uma certeza neste mundo: Eu sinto.

Descartes disse "Penso, logo existo". Pois eu, com minha arrogância e insignificância ouso dizer que só existo a partir do momento em que sinto. E isso... é ruim.
Exatamente porque eu poderia fazer de conta que não estou vivendo, e de que nada disto, nada dessa situação terrível está acontecendo, mas mesmo que não esteja, mesmo que sejam simplesmente criações infantis de minha mente, eu não deixo de sentir, eu não deixo de sentir a dor, não mesmo. E é por isso que de nada vale a tal baboseira existencialista. Para quê fazer de conta que não existe(como o próprio Thom Yorke sugere, em How To Disappear Completely) se mesmo não existindo, eu ainda sinto tudo? Este é o problema, eu ainda sinto tudo. As coisas ainda doem como uma faca afiada adentrando meu peito.

Não é engraçado. Se eu pudesse recomeçar, eu recomeçaria. Só que... todos têm um fardo. Este é o meu. É impossível o ser-humano viver sem um fardo, e o meu é este, é pensar demais, seria algo bom ou simplesmente uma maldição? Não posso fazer muito contra, é a atuação dentro do método. Penso, fico confuso, triste, deprimido, e principalmente desesperançoso. Mas ainda é mais confortável que a vida "real", em que posso interagir com pessoas ignorantes, inalando um bom ar contaminado por carros e seus canos exalando CO2... e pior, ainda ganho de brinde várias rejeições.

Ah... a rejeição. Não acho que exista algo mais cruel. Ela vem exatamente na hora em que você acha que pode ser feliz, para te fazer relembrar de todas as suas fraquezas, e que você é um humano ridículo, que ainda se importa com a opinião alheia, e pior... que depende dela. Isto é horrível.

Sinceramente, odeio ser livre. Odeio esta liberdade do mundo moderno. E essa minha psicose poderia ser resolvida se eu vivesse numa época em que fosse obrigado a lutar na guerra por minha nação. Cortar cabeças, enfiar espadas nas barrigas dos soldados adversários, morrer por nada, e ao mesmo tempo, por tudo que eu tenho. A psicose coletiva de uma guerra entre nações, sangue, barbárie, miolos, e muita selvageria. O homem no estrito sentido do seu instinto animal, isso sim aos meus olhos me fariam parar de pensar na situação em que estou existindo.

Mas... estou condenado a ser livre.

Friday, June 27, 2008

Olhe para o espelho, examine sua existência


Veja o animal nesta jaula que você construiu
Você está certo de que lado você está?
Melhor não olhar pra ele muito próximo ao olho
Você está certo de que do lado do vidro você está?

Veja a segurança da vida que você construíu
Tudo no lugar certo em que pertence
Sinta o vazio dentro do seu coração
E tudo isso está bem no lugar em que pertence

E se que tudo em sua volta
Não é exatamente como parece
E se tudo que você acha que conhece
É um sonho elaborado?

E se você olhar pro seu reflexo
Isso é tudo que pretende ser?
Suponhamos que você pudesse ver através das rachaduras
Você iria se encontrar ou teria medo de olhar?

E se tudo que está dentro da sua cabeça
São apenas suas próprias criações?
Seus diabos e seus deuses, todos os vivos e os mortos, tudo.
E você realmente está sozinho.

Você pode viver nessa ilusão
Você pode escolher acreditar
Você continua olhando mas não consegue achar as palavras
Enquanto você está se esconde nas árvores

E se que tudo em sua volta
Não é exatamente como parece
E se todo o mundo que você acha que conhece
É só um sonho elaborado?

E se você olhar pro seu reflexo
Isso é tudo que pretende ser?
Suponhamos que você pudesse ver através das rachaduras
Você iria se encontrar com medo de olhar?

Thursday, June 05, 2008

Weezer, a melhor terapia


Se você já se sentiu o maior fracassado do planeta, se já teve um amor platônico(seja por falta de reciprocidade, distância, opção sexual, ou qualquer outro motivo), se você já se sentiu, alguma vez na vida, o mais solitário de todos os seres-humanos; pois é, você deveria se tratar.

Acontece que nem todos têm paciência, dinheiro ou confiança de ir a um psicoterapêuta para resolver seus problemas. Então, o que fazer? Recorra ao Doutor Cuomo e suas canções maravilhosas.
: )

Porquê?
Aqui estão as melhores dicas do manual de sobrevivência à vida de um perdedor, de acordo como o o Doutor Cuomo.

1) "I shouldn't complain I should have no feeling, 'cuz feeling is pain as everything I need is denied me and everything I want is taken away from me but who do I got to blame? Nobody but me"
("Eu não deveria reclamar,
Eu não deveria ter sentimentos, porque sentir é sofrer, assim como tudo que eu preciso me é negado, e tudo que eu quero me é tirado.
Mas quem eu posso culpar?
Ninguém, apenas a mim mesmo)

Em "The Good Life" está a primeira lição; não reclame de seus fracassos, colocando a culpa nos outros, é tudo responsabilidade sua. Se você sofre, seja por amor ou qualquer outra coisa, a melhor coisa é parar de amar, para não se decepcionar mais, já que o resultado é sempre o mesmo.

2) "Hungry nights, once again Now it's getting unbelievable. 'Cause I could not have it better, But I just can't get no play From the girls, all around As they search the night for someone to hold onto. I just pass through... Tell me there's a logic out there. (...) Tell me there's some hope for me.
I don't wanna be lonely For the rest of my days on the earth."
("Noites esfomeadas novamente
Agora está ficando inacreditável, porque eu nunca poderia ter isso melhor, mas eu nao consigo entender.
As garotas, por todos os lados
Como se elas buscassem na noite alguém pra se apegar
Eu só passo reto...

Me diz que existe uma lógica lá fora
(...)
Me diz que tem alguma esperança pra mim
Eu não quero ser sozinho
Até o resto de meus dias na terra.")

Em "Perfect Situation", há uma das melhores tapas na cara; você tem a chance de fazer as coisas melhorarem, todas as oportunidades estão à sua frente, só que é você quem não aproveita. Como diz na música, "numa situação perfeita, eu deixei o amor escoar pelo esgoto". Não adianta dizer que o universo conspira contra você, quando ele te dá todas as "situações perfeitas" para que você possa aproveitá-las. E aí você espera que um dia as coisas melhorem, e que não fique mais sozinho, mas só esperar não adianta de nada.

3) "Leave me alone I won't pick up the phone And I won't listen to messages Sent by someone who calls up and says 'I don't like how you're living my life Get yourself a wife, get yourself a job You're living a dream, don't you be a slob'"
("Me deixe em paz
Eu não quero atender o telefone
E eu não vou ouvir as mensagens
Enviadas por alguém que ligou e disse 'eu não gosto de como você vive a sua vida'
Arrume uma esposa, arrume um emprego
Você está vivendo de um sonho, não seja um preguiçoso")

O pior de tudo, como na música "Slob", quando você rejeita ajuda, se de repente alguém te aconselha a conseguir um emprego, uma namorada e começar a agir, deixar de ser preguiçoso, você reage com sintômas de sociofobia, querendo se esconder ainda mais do mundo.

4)"Why are you so far away from me? I need help and you're way across the sea I could never touch you I think it would be wrong I've got your letter You've got my song"
("Por quê você está tão longe de mim?
Eu preciso de sua ajuda e você está do outro lado do mar
Eu nunca poderia te tocar
Eu acho que isso seria errado
Eu tenho sua carta
Voce tem minha musica")

Só quem sentiu já sabe o que é.

5) "Counting all the flowers Waste the precious hours I need to find some peace (...) All these problems on my mind Make it hard for me to think There is no way I can stop My poor brain is gonna' pop And I don't have a purpose Scattered on the surface I need to find some peace"
("Contando todas as flores
Desperdiço as horas preciosas
Eu preciso achar alguma paz
(...)
Todos esses problemas na minha cabeça, dificultam meu pensamento
Não há caminho onde eu possa parar
Meu pobre cerébro vai estourar
E eu não tenho um propósito
Espalhando na superfície
Eu preciso achar alguma paz")

Você passa muito tempo se preocupando com coisas bestas, e preparando coisas sem significado algum. Como dito na música, sendo romântico desse jeito, não há de chegar a lugar nenhum... Contando todas as flores, você é passado para trás. Você precisa achar algum momento de paz para si.

E encerrando, deixo algumas das melhores palavras do psicanalista Rivers Cuomo:
My automobile is a piece of crap My fashion sense is a little whack And my friends are just as screwy as me I didn't go to boarding schools Preppie girls never looked at me Why should they? I ain't nobody Got nothing in my pocket.
(Meu automóvel é um pedaço de merda
Meu senso de moda é um pouco ruim
E meus amigos são esquisitos como eu

Eu não fui para os internatos
As patricinhas nunca olharam para mim
Por que elas deveriam?
Eu não sou ninguém
E não tenho nada no meu bolso"

Preciso parar de ser assim e admitir que quero açúcar no meu chá.

Wednesday, May 14, 2008

2 + 2 = 5


Um pouco diferente o texto de hoje, será apenas uma análise sobre uma música. Música com pouco mais de 3 minutos, mas com força mais explosiva do que mil bombas; "2 + 2 = 5", do Radiohead(do álbum "Hail To The Thief"). Letra de Thom Yorke, que de vez em quando, dá uma de profeta(muito bem sucedido).

A música começa calma, suave, e com uns barulhinhos estranhos, com Yorke debochando: "Are you such a dreamer? To put the world to rights? I'll stay home forever, Where two & two always makes up five"( É você, o tal sonhador? Que vai por o mundo no lugar? Bem, eu vou permancer em casa eternamente, aonde dois mais dois sempre somam cinco). Ou seja, você ainda pensa em mudar alguma coisa? Você ainda acredita em algum futuro digno para a humanidade? Aprenda, rapaz, metido a salvador, o homem sempre foi e sempre será esta podridão que está escancarada na sua frente, é instintivo, e nunca vai mudar. Bem, sendo assim, existem "outsiders", seres com total falta de identificação com a maioria, que permanecem isolados, como Yorke, e aí ele diz "eu vou permancer em casa eternamente, aonde dois mais dois sempre somam cinco", traduzindo para a forma não-lírica: Vou me isolar, ficarei afastado do resto da humanidade, e fazer de conta que o mundo não existe, criar um universo só meu, aonde eu posso fingir que a vida é boa, aonde eu posso fingir que dois mais dois fazem cinco!

"It's the devil's way now There is no way out You can scream & you can shout It is too late now, because... You have not been paying attention"

(É o jeito do Diabo , agora
E voce não tem por onde fugir
Você pode gritar e você pode berrar
É tão tarde agora, porque...

Você não esteve prestando atenção...)

Com estas palavras, a música explode, e se torna uma das mais pesadas do histórico do Radiohead. Com estas palavras, Thom Yorke profetiza o século XXI. Com estas palavras, nós fomos avisados;
Não adianta mais berrar nem chorar, o homem já fez o que tinha que fazer, e como o demônio diz no filme Advogado do Diabo, "o século XXI será do diabo ponta à ponta", agora vêm apenas as consequências.
Porque? O que quer dizer com isto?
Poluição, Guerras, Degradação Ambiental, Aquecimento Global, Totalitarismo, Escassez de alimentos, Destruição de Culturas, Etnocídios, Genocídios, Explosão Demográfica, Osama Bin Laden, George W. Bush, Hugo Chávez, Britney Spears, 50 Cent, Big Brother Brasil... Tudo isto que vemos o início(pois ainda estamos no 8º ano do século) irá transformar nossa geração numa era de total auto-destruição do ser-humano, em que valores serão destruídos por completos e o Mal(no mais detalhado dos seus sentidos) irá reinar absoluto. Por que? Porque você não prestou atenção.

"All hail to the thief"

Preparem-se, o show de desumanidade apenas começou.
Eu prefiro ficar em casa, aonde dois e dois são cinco, e você?

Tuesday, April 08, 2008

Conselho


Talvez você devesse parar de ter qualquer tipo de esperança; acho que você devia aceitar de uma vez o fato de que vai morrer sozinho, sem ter ninguém ao lado para dizer às pessoas que foram ao seu velório que você foi um grande homem. Se desistisses da felicidade de uma vez por todas, é provável que a vida se tornasse muito mais fácil de se ignorar.

Tuesday, March 11, 2008

Love is an excuse to get hurt


Foda-se o Shakespeare
Foda-se Romeo
Foda-se Julieta
Foda-se o Dia dos namorados
Foda-se Love Story
Foda-se Juno
Foda-se Amélie Poulain
Foda-se(bastante) o Platão
Foda-se o Sting e seu "Every breath you take, i'll be watching you"
Foda-se João
Foda-se Maria
Foda-se John e Yoko
Foda-se Sid e Nancy
Foda-se Kurt e Courtney
Foda-se Amy e Blake
Foda-se Penny Lane
Fodam-se BEATLES!

Aproveitem bastante o amor... mas não precisa esfregar na cara de quem não é amado que este negócio é a melhor coisa do mundo.

Essa é para o Love Story

Eu só queria não ser mais eu mesmo.
Queria mudar.

Me odeio por ser incapaz de fazer o que desejo.
Me odeio por morar numa cidade odiável.
Me odeio por não fazer quem eu gosto gostar de mim.
Me odeio por ninguém gostar de mim.
Me odeio por escrever sobre o quanto me odeio.
Me odeio por me odiar.

Eu só queria. . Gr.

Eu quero fugir, não quero mais olhar nos olhos de ninguém, não quero morrer, mas quero esperar por minha morte; sozinho, sem dor.

Love is an excuse do to get hurt.

Thursday, March 06, 2008

Existência?

Você já teve a oportunidade de se olhar no espelho e pensar "Puta que pariu! Eu sou um Merda!"?
Se não, perdeu uma das maiores momentos da vida. Se sim, sabe do que estou falando.
É um momento de reflexão que jamais vai se repetir. Fiz isso há pouco tempo, e à minha mente vieram devaneios profundos sobre a minha existência, sobre o universo, sobre o criador deste e sobre a criação de gado e a plantação de soja no Norte do Brasil.

Alí, olhando para o espelho, eu via o retrato de um inconfortável, do excêntrico do século XXI.
Simplesmente um peixe se debatendo ao ser retirado d'água... O criador do universo; seja ele Deus, Alá, Javé ou Buda; deu-me de presente a existência, uma alma que encontra-se habitada no corpo que digita no teclado deste computador. Tentando criar uma metáfora para explicar a atual condição deste corpo; é como se ele tropeçasse à cada esquina, fosse invisível e totalmente estranho ao padrão ideal dos olhos de qualquer pessoa. Não entendeu bulhufas né?

Bem, o cara do espelho é um perdedor, sempre foi. E isso não lhe traz só malefícios, ele não tem a obrigação de vencer, já que sempre foi um perdedor. Dentro de casa, é o fracassado, seus pais não esperam mais do que o medíocre dele, logo, a cobrança é menor... Dá para conviver bem com isso. Por causa desta suposta vantagem, de não ter que provar nada para ninguém, já que ninguém exige dele coisa difícil, constrói a imagem de "solitário por opção", que não quer dividir seu coração com ninguém; mas, todos sabem que isso é besteira e mentira, se fosse verdade esta auto-suficiência tão clamada por ele, não viveria triste e cabisbaixo ao andar no meio das ruas, olhando as pessoas se divertindo no centro da festa, Invejando-as.

O pior de tudo, é que essa melancolia que ele carrega nas costas, é uma cruz que, esta sim, é uma opção. Ele poderia sofrer menos, e entrar no universo tão estranho e curioso que é a "vida normal", com sorrisos, beijos, abraços, pessoas ignorantes e músicas ruins. Mas isto, é algo que ele não quer. Pois ele é um masoquista, ele gosta de sofrer, gosta de mostrar seu rosto deformado aos outros, quer que tenham pena dele. E como prova disto, ele escreve um texto no exato momento para mostrar aos outros o quanto é sofredor, quer que vejam Jesus Cristo com uma corôa de espinhos apanhando dos romanos ao olharem em seus olhos. "Um idiota romântico, com pena de si mesmo... Mas com algum encanto pessoal". Como diria Neil Gaiman, sobre Morpheus, em 'Sandman'.

O rapaz, que viveu 18 anos de decisões mal feitas, diz que não, mas tem no olhar, na fala, e em cada gesto seu, um pedido desesperado de aprovação. Finge que não dá a mínima, mas ao construir a imagem de homem impenetrável, tudo que ele mais deseja é alguém que venha fazer carinho; como um dono acariciando seu cachorrinho. Esconde seus sentimentos, não conta para ninguém, deixando que brotem deles o ódio seco pelos seres-humanos que não o enxergam e não estão lhe fazendo carinho. De fato, tudo que ele faz, é para conseguir aplausos, e sendo mal-compreendido, não consegue nada, nem ao menos vaias.

"Talvez se nunca mais tentar viver o cara da TV, que vence a briga sem suar e ganha aplausos sem querer" (Marcelo Camelo).

De fato, é mais fácil viver quando você grita aos quatros cantos do mundo que a vida é um lixo, pois assim, acaba por não conhecer a verdade incontestável; a de que ele é um Merda, com M maiúsculo. Pois, como foi dito de início, ao fazer isso, e assumir a imagem de perdedor, a vida no geral, exige bem menos dele. Mas a que preço?

Uma existência completamente vã, eu diria. E não há livros de filósofos existencialistas da Alemanha no século XIX que o façam viver mais tranqüilo, ele precisa buscar a felicidade em um mundo que o rejeita; o mundo real.

Jair Farias de Oliveira Filho, segue os caminhos postos pela vida ignorando que existe competição, fingindo não existir a luta. Prefere se entregar, dizendo-se fracassado, pois assim é mais fácil.

"É a solução de quem não quer
Perder aquilo que já tem
E fecha a mão pro que há de vir..."

Só o que ele não sabe, é que seguindo esse estilo de vida, ele não é um perdedor, ele nunca perde, só deixa de ganhar. Perto de morrer, ele vai se dar conta, nada é pior do que viver a vida com um coração seco e frio. Desejo ao rapaz o melhor, e que ele perceba a besteira que está fazendo.

---Ah, e está comprovado que a plantação de soja no norte do Brasil destrói mais o ecossistema e a biodiversidade da floresta amazônica do que a criação de gado. Portanto, vegetarianos, vocês, ao comer soja, também matam bichinhos e destroem suas casa. Nós, onívoros, apenas os matamos.
Isso não acrescenta nada ao texto, mas é um fato interessante.

Thursday, February 14, 2008

Heterofobia Não!

Eu sou um simples jovem que costuma, de vez em quando, ir a shows de rock no centro histórico da minha cidade(Natal-RN). Pois bem, a chamada "cena rock" de Natal está, hoje, dominada, em sua maioria por chamados "ativistas" vegetarianos(que não se cansam de exibir seus all-stars feitos por criancinhas chinesas, mas ainda sim insistem em ser os anti-capitalismo) e moderninhos que gostam de beijar pessoas do mesmo sexo. Eles estão no canto deles, eu no meu, para quê reclamar(até este ponto)?

É difícil ir a qualquer festa rock em Natal e não ver o bissexualismo e homossexualismo escrachado na sua cara. Mas quem iria ousar protestar contra esta maioria? Esta maioria autoritária e preconceituosa. Sim, preconceituosa.

Eu estava vendo a programação de shows num certo bar de rock em Natal, e me deparei com o cartaz de um evento chamado "Vegetal Attack III", que promove o encontro desse pessoal vegetariano; mas não é só isso, o lema do festival é "Homofobia Não"(o que prova a total relação entre vegetarianos e bi/homossexuais da cidade). Algum problema até aqui? Não.
Mas estava lá, na minha frente, os dizeres: "Não importa se você é gay, lésbica, bissexual, transgênero ou até hétero!O que importa é que essa variedade toda vai estar junta para discutir a sexualidade e desfrutar de um jantar vegan muito bacana, e é claro, com Rock´n´Roll moderno!"

Frisando o mais importante: "Não importa se você é gay, lésbica, bissexual, transgênero ou até hétero!"

"Até hétero!". Ou seja, até os bobões e atrasados dos heterossexuais podem entrar na festa; agora, imagine, caro leitor, se qualquer festival apenas OUSASSE promover o encontro de heterossexuais e colocasse nas chamadas do festival que Até os homossexuais poderiam entrar. Os organizadores de tal festival "preconceituoso, reacionário e conservador" seriam apedrejados na cidade.

A 'causa gay' possui cada vez mais espaço nos meios de comunicação de massa e nas artes. As telenovelas, especialmente, vem há décadas propagando a ideologia homossexual, solapando valores muito caros à família brasileira e deformando sua opinião. A ditadura do politicamente correto impede as pessoas de fazer qualquer crítica ao modo de ser dos homossexuais, pois temem ser tachadas de retrógradas ou preconceituosas. A liberdade de consciência foi engessada.

Agora, os defensores da causa gay, não satisfeitos com a propaganda massiva favorável à sua causa, tentam dar o golpe final nos seus opositores: levar à prisão quem 'ouse' criticar a homossexualidade.

Está-se falando do Projeto de Lei n.º 5003-b, aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados no final de novembro de 2006, e que trata dos denominados crimes de homofobia. A proposição irá em breve para votação no Senado.


Os homossexuais, inclusive os da minha querida cidade, dizem "Homofobia Não!", mas não param de clamar a heterofobia, excluindo os héterossexuais de qualquer ciclo social em que eles estejam dominando. Acredite, eu, como heterossexual, me sinto muitas vezes descriminado na cena rock da cidade. E aí, pessoal, é esse o pensamento livre de qualquer preconceito que vocês pregam? Não dizem que qualquuer um tem o direito de escolher sua opção sexual? Então porque rejeitar, excluir e descriminar, aqueles que sentem atração por pessoas do sexo oposto?

Sunday, May 06, 2007

O Último


A cada dia que se passa eu me surpreendo na quantidade de sujeira que existe dentro das pessoas. Uma imundice sem fim, que me faz ficar boquiaberto, sem vontade de compartilhar o mesmo espaço físico com os outros seres-humanos.
Cada vez que eu crio alguma esperança de me enquadrar neste mundo, levo uma pancada carregada de atitudes erráticas. Há ainda, em meu pequeno coração, uma vontade de consertar as pessoas, de mudar o mundo, enfim, toda aquela baboseira de um adolescente sonhador... Toda aquela baboseira que não existe mais.

Quem me conhece sabe que sou um feroz crítico da sociedade contemporânea, que vive uma crise de identidade enorme, valores invertidos, ideais inexistentes. Ou seja, a "conspiração" de nossa alienação está completa. Que macacos que somos!
Provavelmente, se alguém ler este texto, estará me chamando de careta, de cabeça fechada e etc. Pode até ser, mas eu ainda prefiro ter idéias e valores. O que está acontecendo com o mundo? Pessoas jovens, bonitas e inteligentes estragando suas vidas se afundando em imundices. Qual é o problema? Será que eu sou o único ser-humano a estar errado, e todos os outros estão certos?

Ideais perdidos, sonhos quebrados, confiança ingênua... Eu tenho a sensação de ser o último jovem que quer mudar o mundo, o último a ter um sonho, o último romantico. O único que quer não viver mais numa sociedade quebrada e em crises, como a que estou vivendo. Não estou com muita inspiração para escrever um texto poético ou filosóico, mas queria fazer um relato de minha indignação com meus pensamentos. Pensamentos que insistem em dizer que posso consertar os outros. Queria poder me convercer que o homem sempre será podre do jeito que é.

Afinal, Pra quê me importar? Eu faço força para viver num mundo que me rejeita pelo que sou.

Ah, não quero escrever mais. Quis só expressar em palavras o sonho perdido em que vivo.
Será que eu sou mesmo o último? Só queria me convencer que sim, que sou o último, e assim parar de pensar que pode haver mais um.

"...No, There's no romance around there."


Sunday, March 25, 2007

Olha lá!


Você pode tentar me conhecer de diversas maneiras. Mas nenhuma dessas, talvez, seja mais eficaz que me conhecer interpretando a seguinte letra:

Olha só, que cara estranho que chegou
Parece não achar lugar
No corpo em que Deus lhe encarnou
Tropeça a cada quarteirão
Não mede a força que já tem
Exibe à frente o coração
Que não divide com ninguém
Tem tudo sempre às suas mãos
Mas leva a cruz um pouco além
Talhando feito um artesão
A imagem de um rapaz de bem

Olha ali quem tá pedindo aprovação
Não sabe nem pra onde ir
Se alguém não aponta a direção
Perigo nunca se encontrar
Será que ele vai perceber
Que foge sempre do lugar
Deixando o ódio se esconder
Talvez se nunca mais tentar
Viver o cara da TV
Que vence a briga sem suar
E ganha aplausos sem querer

Faz parte desse jogo
Dizer ao mundo todo
Que só conhece o seu quinhão ruim
É simples desse jeito
Quando se encolhe o peito
E finge não haver competição
É a solução de quem não quer
Perder aquilo que já tem
E fecha a mão pro que há de vir.

=)
-Se tu me dar a chance vou provar que não sou um cara ruim.

PS: Não sou fã do Los Hermanos.

Monday, March 12, 2007

O Pagador de Pecados


-"E lá ia eu, após ter pescado uma boa leva de peixes, não era época do bacalhau no mar norueguês, logo, pegamos simples peixes-galinhos. Então, após uma longa pescada, eu e meus companheiros fomos à ceverjaria e passamos todo o dia por lá. Estamos ficando velhos, pois quase não tem mais briga e confusão entre nosso grupo e aqueles cuzões finlandeses.
...Acho que esses velhos combatentes de guerra não têm mais disposição para aventura, e o que resta, a nós, aposentados vikings, é apenas esperar a morte; porém, vendo nossos filhos continuarem a luta que bradamos pela nossa Noruega."

Essa passagem aí é de um diário de minha primeira vida, no ano 789 D.C., aos 57 anos, vivendo tranqüilamente na Noruega. Para quem não sabe, eu era um Viking, que lutou em muitas guerras durante a época da maior expansão nórdica, em minha primeira vida.

-"Era um homem com formas de monstro, de modos brutos, embora um amante de nossa música celta. Se qualquer um fosse aos principais bares da região da Irlanda, terras do Império Britânica, em 1402, veria lá o nosso rapaz; cabelo e barba gigantes, de coloração vermelha, roupa de um adorável vagabundo, e sempre que possível, bêbado. Estava sempre a beber para esquecer a vida solitária que tinha, mas todos que o conheciam, o adoravam, pois sem dúvida era uma das figuras mais engraçadas daquelas terras. E depois de já ter sujado a longa barba ruiva de cerveja e carne de porco, costumava dançar ao som da gaita de fole irlandesa. Há quem já tenho o visto(só durante os porres mais pesados) até cantar, imagine só!"

Já este relato foi feito por uma pessoa que me conheceu em minha segunda vida, quando eu era um simples bardo irlandes, na época do Império Britânico. Este relato foi escrito pelo druida região, ao mandar uma carta à minha família distante, descrevendo-me. Uma singela homenagem póstuma.

-"Morreu hoje (xxxxxx yyyyyyyyyy) , aos 50 anos, de enfarte, o filósofo, professor e autor das obras "O Eterno Retorno", "O Fardo da Verdade" e "Cegos que Choram". (yyyyyyyyyy) formou-se na Universadade da Basiléia e foi um dos grandes representantes da FIlosofia Epistemóloga Alemã, tendo atacado ferozmente o Romantismo que é moda nas Escolas filosóficas da Europa. O filósofo será enterrado em sua cidade natal, Munique amanhã pela manhã e ainda hoje receberá homenagens de seus maiores discípulos".

Esta foi a nota de meu falecimento, em 1899, em minha terceira e mais recente vida. À época, era um filósofo germânico, de modesta importância na Europa, com alguns seguidores dentro das Universidade do Norte do continente.

Pois bem, a quarta vida deste espírito aqui se encontra. Na verdade, não era para ter sido bem assim; em minha atual existência, pago por todos os pecados de meu espírito em vivências anteriores, para acertar as contas com Deus. Pecados que se acumularam durante três vidas, que incluem assassinatos ao montes nas guerras(por parte do guerreiro viking), estupros, vagabundagem e todas as atitudes de um perfeito mau-caráter(por parte do bardo irlandes), e também, heresias, contestações da existência de Deus, formação de pensamentos subversivos, e todo tipo de pensamente anti-padrões da época(por parte do filósofo alemão). De fato, não foram poucos pecados, mas o perturbado espírito só desfrutará das vantagens e da tranqüilidade do paraíso se pagar por todos seus atos em sua última vida, que por acaso, é a minha, de Jair Farias de Oliveira. =)

Ao menos irei para o Céu. Porque... Se eu não for depois de estar vivendo essa vida tão precária e desgraçante... Puta Merda!

Friday, March 09, 2007

Que bacana!



Pois bem, vou aqui relatar um sonho estranho que aconteceu comigo no dia 05/03/2007, confesso que ao acordar, desejei ao Morpheus voltar ao sonho.
- Lá estava eu na casa da minha avó materna, para mais uma reunião de família. Vi todos os meus primos e tios, bem bacana, como sempre. Só que eu senti a ausencia de um membro da família, mas não sabia quem era. Eis que vejo a pessoa que estava falando, um tio meu que eu gostava muito(em meu sonho), estava com uma boina cinza e fumando. Este meu tio não era ninguém menos que Steven Spielberg.
No sonho eu falava com ele normalmente, como se já o conhecesse há um bom tempo. Tive a oportunidade de falar sobre meus roteiros de cinema, meus projetos nos quaderinhos e minha vontade de seguir a carreira de Cineasta. Como sei que Spielberg é um produtor de séries de TV e de filmes espetácular, comecei a perguntar sobre os projetos dele, que disse que não podia falar alguns por ordem da Dreamworks(ele me prometeu levar lá).
Daí ele teve que se despidir, pois é um homem ocupado e tinha de trabalhar.

Meu tio é tão legal.

Ah, estranho que ele não parou de fumar. o.O